Distúrbio de Personalidade Dissocial

Conheça o Distúrbio de Personalidade Dissocial e entenda como funciona a mente de um psicopata. Proteja-se e blinde-se dos psicopatas

Escutamos diariamente as palavra Psicopatia e Sociopatia e nem nos damos conta do que realmente essas palavras representam. Ao escutar que uma determinada pessoa é um psicopata, geralmente possuímos a ideia de que essa pessoa é um criminosos ou assassino, porém a quantidade de psicopatas que realmente cometem crimes é ínfima, entender o que essas pessoas são é primordial para se proteger dos perigos e armadilhas que o convívio em sociedade pode nos trazer.

Em todas as sociedades pode-se encontrar um indivíduo com o distúrbio em questão, os autores franceses definem o problema como “insanité sans délire” (insanidade sem delírio) ou, pelos alemães, de “insanidade moral”. Basicamente quem é acometido pelo problema sofre de um egocentrismo sem tamanho, a pessoa não possui deferência normal pelos outros, e os manipula, em pró de seus desejos individuais. Muitos acreditam que os psicopatas agem com violência, o que é um erro, já que as armas de um sociopata são:

  • Charme;
  • Sedução;
  • Inteligência;
  • Dissimulação;
  • e em casos raros a violência.

O transtorno só pode ser notado com o tempo e um olhar bastante apurado, já que o psicopata é extremamente habilidoso em esconder os seus erros. Porém com o tempo, seu comportamento vai se tornando cada vez menos sutil, e um profissional capacitado pode sim identificar o trastorno.

Mente Psicopata

Transtorno de personalidade antissocial

Existem graus variados dentro do Transtorno de personalidade antissocial, a mesma doença pode se manifestar de formas diferentes de um indivíduo para o outro. Isso significa que uma pessoa pode ser patologicamente “egocêntrica” e “chata” nos níveis mais amenos da doença, até traficantes e sequestradores nos níveis mais altos. O importante é frisar que independente do grau da patologia, o psicopata não se importa com a sociedade e o próximo, isso significa que todos eles podem prejudicar, é muito, as pessoas que lhe cercam.

Existe uma discussão acalorada no meio psiquiátrico sobre denominar ou não a psicopatia como doença. O consenso geral é que a psicopatia não é uma doença, pois o indivíduo possui a plena consciência e entendimento dos erros que comete. O problema de classificar o distúrbio como uma doença, é que os criminosos que comprovarem o problema podem conseguir penas mais leves. Porém essa é uma discussão acadêmica e jurídica, não interfere no entendimento do mal. Essa discussão só acontece pois estudos recentes revelam que os manicômios e cadeias estão repletas de pessoas que, em um momento de extrema pressão cometerem algum crime, e hoje, se arrependem verdadeiramente por isso. Na outra ponta está milhares de psicopatas que cometeram diversos crimes e hoje estão livres, pois são exímios simuladores e conseguem escapar das penas severas durante o julgamento.

Diagnóstico de um psicopata

Como mencionado, o diagnóstico de um psicopata é extremamente difícil, pois ele nunca quer ser encontrado, e devido as suas habilidades de manipulação e dissimulação, só é localizado quando comete algum deslize muito grave. O diagnóstico clínico só pode ser realizado por um médico experiente e embasado por exames complementares como tomografia por emissão de pósitron ou a ressonância magnética nuclear funcional.

É bom apontar que um sociopata não é uma pessoa 100% desprovida de sentimentos, eles são sensíveis aos seus próprios sentimentos, desejos e necessidades. Eles enxergam as outras pessoas como meros instrumentos para conseguir atingir os seus objetivos. Os psicopatas não possuem noções de ética, e como a Ana Beatriz Barbosa mencionou em seu livro Mentes Perigosas – O psicopata mora ao lado, eles são verdadeiros vampiros modernos.

Infelizmente o distúrbio de personalidade dissocial não tem tratamento. Os portadores nem, sequer, sofrem com seu distúrbio, mas causam imenso e profundo transtorno às outras pessoas. Por isso existe a necessidade de serem afastados do convívio da sociedade (cadeia ou manicômio judiciário), para bem desta.

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