Fosfoetanolamina sintética: a cura do câncer

Conheça um pouco mais sobre a Fosfoetanolamina sintética, uma substancia que promete ser a cura do câncer. Entenda tudo sobre essa polêmica.

Recentemente uma polêmica está atingindo o meio científico brasileiro. De um lado os defensores da fosfoetanolamina sintética, uma droga que promete ser a cura do câncer e o fim de um mal que assombra milhões de pessoas em todo mundo. Do outro lado, os pesquisadores que são contra a distribuição irrestrita desse composto, que mesmo sem testes, já é apontado por muitos como a cura do câncer.

Qual o lado está correto? Nesse artigo vamos tentar explicar o que é a fosfoetanolamina, como esse composto está sendo distribuído/comprado por muitos pacientes, e quais os argumentos dos pesquisadores que são contra a distribuição irrestrita desse medicamento.

O que é a fosfoetanolamina sintética?

Fosfoetanolamina sintética

De acordo com a Wikipédia, a fosfoetanolamina é um composto químico orgânico presente naturalmente no organismo de diversos mamíferos. Isso significa que a mesma pode ser encontrada naturalmente nos humanos. No Brasil a fosfoetanolamina possui registro na Anvisa e pode ser comercializada, sem grandes problemas, como composto do quimioterápico cloridrato de doxorrubicina lipossomal peguilhado. Caso você queira conferir a bula deste medicamento é só clicar aqui.

Ela vem sendo estudada para tratamento de diversas doenças como a leucemia, na qual já apresentou bons resultados no tratamento de ratos, porém como testes em humanos ainda não foram realizados, e não se sabem os efeitos da droga em nosso organismo. Além disso, outras doenças como alzheimer, isquemia e epilepsia estão sendo estudadas para que se entenda a relação da fosfoetanolamina e seus quadros clínicos.

Controvérsia sobre a fosfoetanolamina sintética

Toda a controvérsia sobre a fosfoetanolamina começa no final da década de 1980 quando o químico brasileiro Gilberto Orivaldo Chierice, conseguiu sintetizar a fosfoetanolamina em seu laboratório. Na época Gilberto Orivaldo Chierice era professor no Instituto de Química de São Carlos (IQSC).

Durante os 20 anos subsequentes, o professor distribuiu por conta própria a fosfoetanolamina aos pacientes que o procuravam. Somente em 2014, devido uma portaria da USP, a livre distribuição do medicamento foi proibida. A USP alega que devido à falta de testes, pesquisas e a autorização da Anvisa, a distribuição desta substância traz mais riscos que benefícios. Além disso sua ação no corpo humano ainda é desconhecida.

A polêmica se agrava quando muitos pacientes descobrem que o professor se utilizou dos recursos e do nome da USP por quase 20 anos sem a autorização. A instituição, por incompetência ou falta de pessoal, desconhecia a distribuição deste medicamento.

Os defensores da substancia alegam que milhares de pessoas já foram curadas, e que mais seriam se a distribuição do medicamento não fosse interrompida. Porém não existem dados sobre o número de pacientes curados, nem mesmo dos que morreram durante o tratamento com a substância. E é neste ponto que os pesquisadores que são contra a distribuição do medicamento se apegam.

O problema não é distribuir a fosfoetanolamina livremente, o problema real é não ter nenhum meio científico para quantificar os dados. Não existe controle dos pacientes que tomam a substancia nem de um grupo placebo para comparar os resultados. Poderia me adentrar muito sobre os perigos de tomar o medicamento em questão sem um controle científico mais apurado, porém o Pirula já fez um vídeo excepcional sobre o tema. Quem deseja entender melhor a polêmica, deixo aqui o vídeo do Pirula sobre o tema.

Atualizado em: 14/03/2016
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